Mais difícil que a prisão: a dor de não saber o que acontece

Quando um familiar é preso, além do choque inicial, surge uma dor muito comum: a angústia da falta de informações.
É a unidade que não manda notícias. É o advogado que some. É o juiz que não decide…
Os dias parecem não passar, e a ansiedade corrói por dentro.
No nosso escritório, acreditamos que informação é também cuidado. Um dos nossos pilares é o atendimento qualificado e contínuo ao cliente e à sua família, sempre com regras claras e comunicação constante.
Quando um cliente passa a ser atendido, nossa equipe analisa todo o processo, página por página, e elabora um relatório com os pontos essenciais. A partir disso, conseguimos atender melhor o preso, definir estratégias e explicar o caso aos familiares de forma clara, sem termos complicados.
O silêncio não protege ninguém. Pelo contrário: ele aumenta a angústia, a ansiedade e a sensação de abandono. Informação não atrapalha a defesa, não prejudica o processo e não cria problemas. Informação traz clareza, segurança e ajuda a família a entender exatamente em que ponto o caso está e o que pode acontecer a seguir.
Mantemos ainda um dia fixo todo mês para atualizar clientes e familiares sobre o andamento do processo. E, sempre que surge uma decisão urgente antes disso, a família é informada. Assim, ninguém precisa viver na incerteza ou com medo de perguntar, porque sabe que será orientado e atualizado.
Quebrar essa barreira começa com um passo simples: entender que perguntar é um direito. Nenhuma dúvida é boba quando envolve a liberdade de alguém que se ama. Um atendimento sério inclui explicar, orientar e manter a família informada.
A informação acalma. Converse com quem pode explicar cada passo do processo.